CAMPANHA SEM PÓDIO – por Juliana Lisboa

O educador físico Rogério Pinheiro, e treinador voluntário de basquete em cadeira de rodas da AABANE, é um dos milhares de voluntários dos Jogos Paralímpicos do Rio. Ele contribuiu para uma reportagem do Jornal A Tarde de Juliana Lisboa, jornalista enviada especial ao Rio de Janeiro, contando sua experiência com a modalidade do esporte paralímpico na Bahia.

Leia a matéria abaixo:

A TARDE SALVADOR QUINTA-FEIRA 15/09/2016

CAMPANHA SEM PÓDIO
Juliana Lisboa
Repórter, enviada especial ao Rio de Janeiro

Com uma derrota nas quartas de final da equipe masculina para Turquia, a participação do Brasil no Brasil no basquete em cadeira de rodas chegou ontem ao fim e ficou aquém da expectativa para as duas seleções – especialmente a feminina, que vinha com esperança de medalha, mas caiu na segunda-feira, também nas quartas de final, eliminadas pelos Estados Unidos.

Mesmo com tradição no país, o esporte ainda não trouxe ao Brasil uma medalha paralímpica, apesar de vir se consolidando em presença na Paralimpíada nas duas equipes. Depois de ficar de fora dos Jogos por 16 anos, o Brasil voltou a disputa ao conquistar a vaga para Atenas 2004 durante os Jogos Parapan-Americanos de Mar Del Plata.

As meninas começaram bem, com uma vitória em cima das argentinas. Contudo, tiveram três derrotas seguidas: para a Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos. Já os homens iniciaram a Rio-2016 perdendo para os Estados Unidos, depois venceram a Argèlia e o Irã e perderam para a Alemanha – na melhor campanha da seleção masculina até hoje, o que traz uma esperança maior em termos de pódio para Tóquio-2020.

De pertinho
O educador físico baiano Rogério Pinheiro, que atua na Associação de Atletas Baianos com Necessidades Especiais (AABANE), em Salvador, trabalha como voluntário nos Jogos Paralímpicos. Ele, que ajuda a treinar a equipe de basquete em cadeira de rodas do projeto, usou a experiência para tomar notas.

“Quis muito ver de perto as competições, ver como funciona um torneio dessa magnitude e aprender tudo que eu posso para agregar mais conhecimento para os atletas da AABANE e as competições dos meus atletas”, disse.

Hoje, existe o campeonato baiano, promovido pela AABANE em parceria com a SUDESB. Ele acontece no final do ano, após os campeonatos brasileiro e os dois regionais – todos esses realizados pela Confederação Brasileira de Basquetebol em cadeira de rodas (CBBC).

“No baiano temos equipes de Lauro de Freitas, Feira de Santana, Ilhéus… Na AABANE temos de 30 a 50 atletas, dá pra montar duas equipes masculinas e uma feminina. A feminina tem vaga direta para o brasileiro, mas a masculina precisou se classificar”, disse.

Para ficar melhor
De acordo com Rogério, o principal problema da Bahia é conseguir manter seus atletas. ” Não temos incentivo financeiro, e o esporte adaptado é caro. Quando um atleta tem chances de ir para a seleção, vai para o eixo Rio-São Paulo ou para o Pará, que são estados com estrutura melhor. Mas espero que isso mude. Tudo começa com a divulgação, e isso está acontecendo agora”.

A TARDE     SALVADOR QUINTA-FEIRA 15/09/2016

A TARDE SALVADOR QUINTA-FEIRA 15/09/2016

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