Basquete em cadeira de rodas: times baianos buscam boa colocação no Brasileiro – Por Juliana Lisboa

Atletas da Aabane treinam em Salvador para o Brasileiro - foto Jornal A Tarde

Atletas da Aabane treinam em Salvador para o Brasileiro – foto Jornal A Tarde

Nas noites de segunda, quinta-feira e nas manhãs de sábado, o ‘Ginásio 3’ da Faculdade Social da Bahia vira local de treino da modalidade mais assistida nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro: o basquete em cadeira de rodas. Embora alguns curiosos apareçam em quadra para conhecer o esporte ou saber mais do trabalho da Associação de Atletas Baianos com Necessidades Especiais (Aabane), nesta época do ano o foco da equipe não é o de socialização, mas de resultado.

Isso é porque as equipes feminina e masculina da Aabane estão em reta final de preparação para o Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas, que começa amanhã, em São Paulo, e vai até o dia 30, para os homens, e em Recife, de 9 a 13 de novembro, para as mulheres.

“Durante o ano vêm pessoas novas ou mesmo sem deficiência com o intuito de experimentar a modalidade e jogar com os atletas. E é uma experiência positiva para todos. Mas agora, com o Brasileiro batendo na porta, os treinos são muito mais intensos e específicos”, explicou o educador físico e treinador voluntário da Aabane, Rogério Pinheiro.

As metas das duas equipes são parecidas: garantir a classificação para manter ou conquistar o Bolsa Atleta, e ficar entre os quatro primeiros. No caso das mulheres, a vaga é garantida por conta do menor número de participantes. Mas os meninos precisaram brigar pelo acesso ao Brasileiro no Campeonato Regional Nordeste. Eles não contam ainda com a bolsa.

“Nosso objetivo é classificar o time masculino para poder pleitear o Bolsa Atleta para os meninos. Depois dessa meta alcançada, queremos ficar entre os cinco, ou quatro primeiros, porque temos chances disso. Com as meninas, a mesma coisa, é importante que elas mantenham a bolsa, porque muitas vezes é o único incentivo que esses atletas têm”, explicou o presidente da Aabane, Osmar Nascimento.

As metas são razoáveis: o melhor desempenho da Aabane num Brasileiro foi um 5º lugar. O melhor resultado geral foi o Regional Nordeste 2013, que venceu entre os homens e as mulheres. Além disso, organizou e ganhou cinco edições de estaduais, em parceria com a Sudesb. De acordo com o dirigente, esse último campeonato serve especialmente como uma ‘peneira’ de novos talentos.

“É a partir deles que a gente vê quem se destaca nos times de Feira de Santana, Ilhéus, Lauro de Freitas… Aí, quando chega o Brasileiro, podemos convidar esses atletas para fortalecer o time e participar dos torneios. É uma forma da gente manter as equipes sempre fortes”, explicou.

Legado ainda longe

O legado paralímpico – que seria o de popularizar o esporte adaptado e tirar as pessoas com deficiência do sedentarismo – ainda não chegou à Aabane. Atleta da associação desde que o time feminino foi criado, em 2009, Cleuma Gonzalez diz que está “complicado” para as meninas conseguirem fechar uma equipe. “A expectativa para esse campeonato é jogar com garra, porque tivemos muitas baixas e vai ser difícil sermos competitivas como éramos. Perdemos quatro meninas: duas migraram para outros esportes e duas receberam boas propostas de outros times. Nosso medo era não conseguir a pontuação para participar do campeonato, mas estamos com parcerias com pessoas de outras cidades do estado que vão nos ajudar a montar o time certinho”, explicou.

Composto por cinco jogadores ou jogadoras, cada equipe precisa ter representantes de classes diferentes. Essas classes têm pontos, que variam de 1 a 4,5 a depender da dificuldade motora do atleta. Quanto maior a deficiência, menor a pontuação. O somatório do time deve ser menor ou igual a 14.

Em melhor fase do que o feminino, o time masculino também encontra problemas com a descontinuidade de atletas. Um dos principais jogadores da equipe e atleta da seleção sub-23, Janderson Saaback, de 22 anos, explica que um dos principais motivos para a evasão é a melhor oferta de patrocínio.

“O apoio aos atletas variam de estado para estado, e por isso o nível dos times são melhores nos estados que investem mais. Hoje são Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. Eles têm mais patrocinadores, mais dinheiro, e muitas vezes acabam atraindo atletas que querem viver do esporte”, explicou. Ele espera que, com a Paralimpíada, comece a chegar mais investimento e patrocínio e que o público busque os clubes locais para torcer.

“O Brasil chegou ao 5o lugar inédito no masculino e ao 7o também inédito no feminino. E isso é incrível. Acho que a gente tem capacidade para chegar ainda mais longe, mas passa por coisas que vão desde investimento e patrocínio até a convocação. Depois da Paralimpíada deu pra perceber que nossos amigos e familiares encararam o esporte adaptado com outros olhos, especialmente o nosso. Viram que o que a gente faz aqui não é algo amador. E acho que mais pessoas estão vendo isso, também, e espero que mais gente apareça para nos apoiar”

* reportagem retirada do Jornal A Tarde – Ter , 25/10/2016 às 07:35 – Repórter Juliana Lisboa

CAMPEONATO BRASILEIRO DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS 2016

Começa amanhã (25/10) em São Paulo, o Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas da 3ª Divisão 2016. Este evento é uma realização da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas – CBBC.

O evento, que vai até o dia 30/10, contará com a participação de 11 equipes: ADESP – SP, CENAPA – MA, All Star Rodas Belém – PA, ADFP/Fênix/UFPR/Duque de Caxias – PR, APM CEE/CETEFE “Candangos Brasília” – DF, AABANE – BA, RS Paradesporto – RS, IREFES/CREFES/EMESCAM – ES, ICEP Brasil – DF, ASCAMTE – PI e ADDECE – CE

A AABANE representará a Bahia e terá como primeiro desafio o time ICEP Brasil, do Distrito Federal. O jogo será às 15h30 (horário de Brasília).

A cerimônia de abertura será realizada no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro no dia 26/10 às 17h (horário de Brasília).

Confira o 1º boletim dos jogos neste link.

Boa sorte aos nossos atletas!

copa-N-NE

 

 

1, 2, 3, AABANE!!!

* com informações do site da CBBC.

CAMPANHA SEM PÓDIO – por Juliana Lisboa

O educador físico Rogério Pinheiro, e treinador voluntário de basquete em cadeira de rodas da AABANE, é um dos milhares de voluntários dos Jogos Paralímpicos do Rio. Ele contribuiu para uma reportagem do Jornal A Tarde de Juliana Lisboa, jornalista enviada especial ao Rio de Janeiro, contando sua experiência com a modalidade do esporte paralímpico na Bahia.

Leia a matéria abaixo:

A TARDE SALVADOR QUINTA-FEIRA 15/09/2016

CAMPANHA SEM PÓDIO
Juliana Lisboa
Repórter, enviada especial ao Rio de Janeiro

Com uma derrota nas quartas de final da equipe masculina para Turquia, a participação do Brasil no Brasil no basquete em cadeira de rodas chegou ontem ao fim e ficou aquém da expectativa para as duas seleções – especialmente a feminina, que vinha com esperança de medalha, mas caiu na segunda-feira, também nas quartas de final, eliminadas pelos Estados Unidos.

Mesmo com tradição no país, o esporte ainda não trouxe ao Brasil uma medalha paralímpica, apesar de vir se consolidando em presença na Paralimpíada nas duas equipes. Depois de ficar de fora dos Jogos por 16 anos, o Brasil voltou a disputa ao conquistar a vaga para Atenas 2004 durante os Jogos Parapan-Americanos de Mar Del Plata.

As meninas começaram bem, com uma vitória em cima das argentinas. Contudo, tiveram três derrotas seguidas: para a Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos. Já os homens iniciaram a Rio-2016 perdendo para os Estados Unidos, depois venceram a Argèlia e o Irã e perderam para a Alemanha – na melhor campanha da seleção masculina até hoje, o que traz uma esperança maior em termos de pódio para Tóquio-2020.

De pertinho
O educador físico baiano Rogério Pinheiro, que atua na Associação de Atletas Baianos com Necessidades Especiais (AABANE), em Salvador, trabalha como voluntário nos Jogos Paralímpicos. Ele, que ajuda a treinar a equipe de basquete em cadeira de rodas do projeto, usou a experiência para tomar notas.

“Quis muito ver de perto as competições, ver como funciona um torneio dessa magnitude e aprender tudo que eu posso para agregar mais conhecimento para os atletas da AABANE e as competições dos meus atletas”, disse.

Hoje, existe o campeonato baiano, promovido pela AABANE em parceria com a SUDESB. Ele acontece no final do ano, após os campeonatos brasileiro e os dois regionais – todos esses realizados pela Confederação Brasileira de Basquetebol em cadeira de rodas (CBBC).

“No baiano temos equipes de Lauro de Freitas, Feira de Santana, Ilhéus… Na AABANE temos de 30 a 50 atletas, dá pra montar duas equipes masculinas e uma feminina. A feminina tem vaga direta para o brasileiro, mas a masculina precisou se classificar”, disse.

Para ficar melhor
De acordo com Rogério, o principal problema da Bahia é conseguir manter seus atletas. ” Não temos incentivo financeiro, e o esporte adaptado é caro. Quando um atleta tem chances de ir para a seleção, vai para o eixo Rio-São Paulo ou para o Pará, que são estados com estrutura melhor. Mas espero que isso mude. Tudo começa com a divulgação, e isso está acontecendo agora”.

A TARDE     SALVADOR QUINTA-FEIRA 15/09/2016

A TARDE SALVADOR QUINTA-FEIRA 15/09/2016

Copa Norte/Nordeste de Basquete em Cadeira de Rodas

por Rogério Pinheiro

Com o apoio da Superintendência de Desporto da Bahia (SUDESB), depois de 6 dias de luta, superação e muitas batalhas dentro e fora das quadras, chega ao fim a nossa saga para conquistar uma vaga para o Campeonato Brasileiro de Basquetebol em Cadeira de Rodas de 2016.

Conquistamos o nosso objetivo disputando com muita dedicação e superação essa copa, espantamos nossos fantasmas e mostramos do que somos capazes de fazer com poucos dias de treino após o recesso de final de ano. Dever cumprido, vaga conquistada para o Brasileiro, o Vice-Campeonato da Copa Norte/Nordeste de Basquetebol em Cadeira de Rodas e ainda tivemos dois atletas na Seleção do Campeonato (Janderson Saback e Rafael Oliveira) e ainda sim apesar dessas conquistas ficamos com a certeza que poderíamos ter ido ainda mais longe.

Agora é nos prepararmos para as competições de 2016, com mais força, técnica e dedicação para podermos atingir os nossos objetivos.

Obrigado a todos que de alguma forma contribui direta ou indiretamente para que pudéssemos chegar aonde chegamos.

Confira o encerramento da Copa N/NE no site da CBBC.

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AABANE garante vaga no Brasileiro

Após o terceiro dia de competição no Campeonato Norte/Nordeste realizado na Paraíba, a AABANE garantiu ANTECIPADAMENTE, com duas vitórias e uma derrota, uma das vagas para o Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas. Sendo assim, a AABANE será a representante oficial da Bahia na competição nacional. Já que o primeiro objetivo da equipe foi alcançado, a meta agora é a conquista do título do Norte/Nordeste.

O Campeonato Norte/Nordeste é realizado pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC), em parceria com a Associação dos Deficientes Físicos e Familiares (ASDEF) e o Centro de Educação da Polícia Militar da Paraíba. Para a viagem, a AABANE contou com o apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB) – autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), que disponibilizou o recurso financeiro para o aluguel do ônibus.

* com informações do site da SUDESB.

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Bahia Open 5×5

Por Rogério Pinheiro

 

Buscando desenvolver ainda mais o esporte Paralímpico no estado da Bahia, a AABANE inova mais uma vez e lança o BAHIA OPEN 5×5 de Basquete em Cadeira de Rodas, um campeonato com modificações em algumas regras convencionas, que possibilita partidas mais dinâmicas e aprimoramento técnico e tático dos participantes, fazendo assim os jogos serem mais atrativos e emocionantes para o público presente. A redução no tempo de cada partida e na quantidade de faltas individuais dos atletas são as principais alterações nas regras que fazem do 5×5 uma nova possibilidade de disputa do Basquete em Cadeira de Rodas nos estados onde o número de praticantes não seja tão grande, como também possibilita a participação de equipes de estados próximos já que o número de integrantes de cada delegação é reduzido e assim facilita ainda mais para buscar apoio financeiro com os custos da viagem e participação do evento.

Bahia Open 5x5 - Basquete em Cadeira de Rodas

Bahia Open 5×5 – Basquete em Cadeira de Rodas

PROGRAMAÇÃO:
Jogos: 16/05 das 08h30 às 18h00
Local: Ginásio de Esportes GIII do FSBA
Endereço: Rua Macapá, 177 – Ondina (clique aqui para ver no mapa)

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